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Sunday, October 11, 2026

PARTE 2: A ARMADILHA DE VIVIEN


 Na manhã seguinte, Rocco entrou no meu escritório com uma pasta.




— Vivien pagou três funcionários da casa.




— Para quê?




— Acesso a câmeras, horários e arquivos privados.




Senti meu maxilar tensionar.




— Elena?




— Parece que ela era um dos alvos, não uma colaboradora.




Isso importava.




Rocco deixou vários extratos sobre a minha mesa.




Os pagamentos vinham de uma empresa chamada Bellrose Consulting.




— Quem a controla?




— Adrian Vale.




Olhei para ele.




Eu conhecia aquele nome.




Adrian havia trabalhado para o meu pai.




E, oficialmente, estava morto há doze anos.




— Verifique isso antes de tirar conclusões.




Rocco assentiu.




Encontrei Elena preparando o café da manhã de Mia.




Quando a menina saiu correndo atrás de sua boneca, fechei a porta.




— Sei o que Vivien tem feito com você.




Elena empalideceu.




— Senhor Duca...




— Você não está demitida. Mia está segura. Mas preciso saber por que isso começou.




Seus olhos se encheram de lágrimas.




— Encontrei algo no quarto da sua mãe.




Isabella.




Ninguém usava aquele quarto desde a morte dela.




— O que você encontrou?




Elena tirou uma chave pequena e antiga do bolso.




— Isto.




Eu a reconheci imediatamente.




Minha mãe usava uma igual no pescoço.




A chave abriu um compartimento oculto atrás de uma estante.




Dentro, havia uma caixa de metal.




Não a tocamos antes de fotografar tudo.




Depois, Rocco a abriu.




Havia cartas.




Fotografias.




E um documento legal datado de vinte e oito anos atrás.




A primeira fotografia mostrava minha mãe ao lado de Adrian Vale.




A segunda fez Elena cambalear.




Isabella segurava uma bebê.




No verso, estava escrito:




ELENA — 1998.




Elena cobriu a boca. — Isso não é possível.




Por baixo, havia uma carta escrita pela minha mãe.




Lorenzo:




Se algum dia você encontrar isto, proteja Elena. Não lhe diga quem foi o pai dela até encontrar o documento original.




Olhei para Elena.




Nenhum de nós disse nada.




Então, Rocco encontrou o último arquivo.




Era um fundo fiduciário antigo.




Dois beneficiários constavam nele.




O meu nome.




E o de Elena.




Aquilo não provava que éramos da mesma família.




Mas provava que a presença dela na minha casa nunca tinha sido por acaso.




Então, ouvimos palmas lentas atrás de nós.




Vivien estava na porta.




Ela já não sorria.




— Finalmente — disse ela.




Rocco deu um passo à frente de Mia e Elena.




Eu permaneci imóvel.




— O que você quer, Vivien?




Ela olhou para o fundo fiduciário.




— A página que você ainda não encontrou.




— Que página?




Vivien soltou uma risadinha.




— Aquela que explica por que sua mãe escondeu Elena aqui.




Então, ela apontou para a caixa.




— E por que, legalmente, esta casa talvez nunca tenha pertencido apenas aos Duca.




Mia surgiu atrás de Elena.




Vivien olhou para ela.




— Especialmente agora que ela existe.




Baixei o olhar para a menina.




Pela primeira vez, compreendi que Vivien nunca tinha ameaçado Mia simplesmente por ela ser filha de uma empregada.




Ela a havia ameaçado porque sabia exatamente quem ela era.

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